Todo mundo conhece: a conexão cai, o Chrome mostra um tiranossauro pixelado e, se você apertar a barra de espaço, ele começa a correr. O que pouca gente sabe é que dá para abrir o jogo a qualquer momento digitando chrome://dino na barra de endereços.
O T-Rex corre sozinho por um deserto sem fim. Você pula cactos com espaço ou seta para cima e se abaixa com a seta para baixo quando os pterodáctilos entram em cena. A velocidade sobe aos poucos, o dia vira noite, e é isso. Não há fases, moedas nem loja.
A aula de design
É justamente a falta de enfeite que faz o jogo funcionar. O pulo tem altura variável conforme o tempo que você segura a tecla, o que cria um espaço enorme de habilidade com um botão só. A aceleração é tão gradual que você não percebe quando o jogo ficou difícil — só percebe que perdeu.
Para quem desenvolve, é um lembrete útil: um runner não precisa de dez mecânicas, precisa de uma mecânica com resposta impecável.
O que falta
Depois de algumas dezenas de partidas, a paisagem monocromática cansa, e o recorde fica preso no seu aparelho. Mas reclamar disso em um jogo que existe para preencher uma queda de internet seria injusto.
Veredito
O runner mais jogado do mundo é também um dos mais bem acabados. Minimalismo com propósito.